terça-feira, 1 de novembro de 2016

Uma fadiga inqueta

Terraço do Café à Noite, Vincent van Gogh
Sabe quando o cansaço e a sonolência invadem o corpo e tomamos, de um gole só, aquele único resto de café disponível, frio, fraco, amargo no final, na esperança de seguir em frente com alguma tarefa importante? 

E com amargura, percebemos que o sono continua, mas agora, além de abatidos, estamos agitados pela cafeína. 

Intranquilos demais para dormir, exaustos demais para produzir. Familiar? Pois é. 

A sensação é essa. E não é necessário nada para senti-la. Simplesmente está no ar. Onipresente. 

Uma tristeza cansada.

Um amargo na boca.

Uma fadiga inquieta.