sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A rede Globo não é sala de visitas

Reprodução TV Globo
A rede Globo não é uma residência. Não é sala de visitas. É uma concessão de serviço público. A fala de Jandira Feghali não pode ser julgada no plano das "boas maneiras". Da cordialidade. Não se trata de romper com a "etiqueta" em evento social e privado. É assunto público, uma questão de posicionamento político em face de uma organização que contribuiu ativamente com a derrubada de uma presidenta democraticamente eleita. Uma organização que agiu de modo conivente com a agressão à democracia e ao Estado democrático de direito, fato que culminou na transformação do país em Estado de exceção. A Globo apoiou assumidamente o golpe de 1964 e apoia o golpe de 2016 ainda em curso. A Globo não é condomínio fechado. Não é café. Nem casa de chá. Nem varanda gourmet. É espaço público. E na qualidade de concessionária de serviço público deve responder pelos seus atos, e pelas informações parciais e interessadas que dissemina a milhões de brasileiros. Todos os dias. Há mais de meio século.