segunda-feira, 20 de junho de 2016

Uma imprensa livre para manipular

O papel da grande imprensa brasileira não é informar. É instaurar medo e pânico na população. Especificamente em duas áreas: economia e segurança pública. Para tirar proveito desse medo, vende duas soluções: o mínimo de intervenção econômica e o máximo de repressão policial. O cidadão médio, sempre preocupado com suas posses, suas propriedades e sua integridade física, supostamente ameaçadas a todo instante, compra obedientemente o pacote. Seu sonho de consumo: menos impostos e mais cadeias. De preferência, penitenciárias privatizadas. A imprensa mantém seus lucros. Deforma opiniões. Os cidadãos alimentam seus medos. Enganam suas esperanças. E o sistema é retroalimentado. Quanto à posição política, a grande imprensa gravita entre oposição e situação, conforme o programa de governo em exercício. É capaz de tolerar qualquer atrocidade política e antidemocrática, é conivente com corrupção, violações de direitos humanos, aberrações jurídicas, ditaduras e golpes de Estado, desde que os governos usurpadores adotem políticas pró-negócios, seja benevolente com as grandes fortunas, seja parceiro do capital financeiro e das grandes corporações, mas deixe o restante da população, trabalhadores, mulheres, LGBT, negros, pobres, indígenas, idosos, sem-teto, menores carentes, portadores de deficiência etc., todos abandonados à própria sorte. E vice-versa. É assim que funciona a imprensa "livre" no Brasil. Livre para manipular.