quinta-feira, 23 de junho de 2016

É lutar ou lutar

Foto: Renato Stockler
Temer, Cunha, Aécio, Serra, Renan, Sarney, Jucá e todos os homens do presidente interino soltos. Paulo Bernardo preso. A sede do PT em São Paulo e a casa da senadora Gleisi Hoffmann em Curitiba estão sendo devassadas pela Polícia Federal neste exato momento, enquanto Eduardo Cunha e Cláudia Cruz permanecem intactos. Assimetria. À medida em que se aproxima a votação do processo de impeachment, mais ataques direcionados aos quadros do PT acontecerão, tal como ocorreram às vésperas das eleições de 2014. O jogo ficará mais pesado a cada dia. Apesar de toda a desmoralização desse governo interino, exposta aos quatro ventos, o golpe está mais vivo do que nunca. Com a força implacável de todas as instâncias judiciais. A velha classe política, que transpira ilegitimidade e corrupção por todos os poros, em concerto com a grande imprensa e o judiciário, está de volta ao poder. E veio com a intenção de ficar. Descaradamente. Não será o STF, nem a PGR, muito menos o Congresso Nacional a barrar o golpe. Eles são o golpe. Institucionalizado. Só as ruas, e somente as ruas, poderão derrubar esse velho poder que se instaurou de forma criminosa, uma vez mais, nas entranhas do país. Se quisermos reverter o golpe e restaurar a democracia no Brasil, não há alternativa: é ocupar todas as ruas. Todos os espaços públicos. Dia e noite. Noite e dia. É lutar ou lutar.