quarta-feira, 18 de maio de 2016

Temer e o fabuloso ministério das finanças corporativas

Economia não se reduz a finanças corporativas. Nomear economistas vinculados ao capital financeiro para liderar a equipe econômica, gente sem experiência em políticas públicas e nenhum compromisso com políticas sociais, que só compreendem a linguagem da maximização do retorno ao acionista, e dos ganhos financeiros de curtíssimo prazo, é o mesmo que extinguir o Ministério da Fazenda, o Ministério do Planejamento e o Banco Central. A par da extinção do MinC, para ser coerente com sua política pró-negócios, em especial dos negócios do setor financeiro da economia, Temer deveria fundir todos os ministérios da área econômica, juntamente com o Banco Central, e transformá-los em uma única entidade: "The International Corporate Finance Bureau". Com o nome em inglês, para deleite de seu ministro das relações favoráveis ao exterior, José Serra. Seria, no mínimo, mais honesto. Mas honestidade definitivamente não é forte deste governo. Então ficaremos imersos em mentira, cercados de "ministérios" de fachada, cujos nomes nada significam, pois não possuem nenhuma referência à realidade dos fatos. É a farsa da "Ponte para o futuro" sacramentada e institucionalizada. Com o "rating" triplo A da grande imprensa.