sexta-feira, 22 de abril de 2016

Os golpistas e suas táticas elementares

Depois da vergonha internacional durante a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, os golpistas estão batendo cabeça. Eminência parda do golpe, o ex-presidente FHC, em uma espécie de surto moral extemporâneo, repudia Bolsonaro. E o PSDB estuda punir tucanos que venham a integrar um eventual governo Temer. Interessante que os mentores do golpe estão preocupados em não atrelar suas imagens aos executores do golpe. A estratégia é elementar: o PMDB faz o trabalho sujo e o PSDB aterrissa nas eleições de 2018 como se não fizesse parte da lama. Certamente os tucanos já preveem um desastre de uma gestão Temer-Cunha, e não querem queimar seus quadros em ministérios de um governo claramente ilegítimo. Vão se escorar em tecnicismos para justificar o voto pelo impeachment. E depois virão como salvadores da pátria nas próximas eleições. Se vencerem, reatam com o PMDB para formar uma colisão conservadora de direita. Só esqueceram de combinar com os eleitores. Ao fim e ao cabo, PSDB e PMDB afundarão abraçados. O tempo e a história não tardarão em colocá-los em seus devidos lugares. Golpistas são todos iguais. Golpistas são apenas golpistas. E nada mais.