quinta-feira, 31 de março de 2016

Justiça à venda

Miguel Reale Jr. foi o jurista contratado pelo Instituto FHC ano passado para justificar, sob forma de parecer, o impeachment contra Dilma Rousseff. Todos os golpes têm seus juristas de plantão. Reale Jr. é o plantonista da vez. Que legitimidade tem um prestador de serviços jurídicos para ser o porta-voz "técnico" da grande imprensa, a respeito de um assunto sobre o qual ele já se manifestou anteriormente, mediante a elaboração de um "produto" de sua lavra, vendido por um preço elevadíssimo no mercado de pareceres? É o mesmo conflito de interesses de Luiz Carlos Mendonça de Barros, banqueiro de investimento, quando atua como analista econômico para jornais, televisão e rádio. A análise de Mendonça de Barros obviamente impacta o setor em que possui negócios. O mercado financeiro. Por quanto tempo mais esse pessoal da grande imprensa vai tratar a população como massa de manobra? Os insultos à nossa inteligência coletiva são diários. É preciso denunciar na mesma moeda. Diariamente.