terça-feira, 29 de março de 2016

Acima a ditadura. Abaixo a democracia. No meio a carne dura.

Ulysses Ferraz em cena,
Teatro Oficina (1993)
A OAS pagou 5 milhões a Temer? Nenhum jornalão vai publicar esse tema. Enquanto isso, Cunha é o rei do impeachment. Serra vende a Petrobras. Botelho, Lobão e Moro se desculpam esfarrapadamente. Em Copacabana tem gente batendo panela. O Paraguai ganhando do Brasil no futebol? Será que empata? Tanto faz. Ando esquecendo até do futebol. A narrativa não faz sentido. Colagem pós-moderna. Ou pós-traumática. Vamos comemorar a limpeza dos ministérios. Os peemedebistas não estão no poder? Será que vem PP? Metodologia, eu quero uma pra viver. Um brinde aos jornalistas da grande imprensa. Com água do filtro. Sem gelo. A melhor pedida numa noite quente. Escassez em Época de golpe. Austeridade. ISTOÉ, logo tudo será nada. Sem demora. Viva os merendeiros. O pessoal de Furnas. A redeglobalização da economia. As agências de risco, o santuário da Míriam Leitão. O FMI. As taxas de juros nas alturas. O Domingão. O Big Brother. As Trump Towers. O Tea Party brasileiro. O Merval quase americano. A lista da Suíça. O listão da Odebrecht e do HSBC. As gravações conspiratórias. A sonegação. Cunha solto, Lula preso. A CBF. O pessoal da Zelotes e os amigos do PSDB. Alô, alô Luciano. Aquele abraço. Meu caro indignado. O pato da Fiesp manda lembrança para os seus. Sem ódio no coração, ninguém aguenta esse rojão. Mais um suicidado? Acima a ditadura. Abaixo a democracia. No meio a nossa carne dura. Vou voltar pra a escola de circo. Não a de Paris. A do morro da Mangueira. Cortaram todas as redes de proteção. Só me resta saltar como um suicida. Na vida. Boa noite. Boa sorte.