quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A ameaça economista

Teste nuclear (1953) - Operação Upshot-Knothole,
na Área de Testes de Nevada, Estados Unidos
"A economia é extremamente útil como forma de emprego para os economistas." (John Kenneth Galbraith)

Ao longo da história, de tempos em tempos, as sociedades, de um modo geral, conferem poder excessivo para algum tipo de autoridade, até finalmente constatar, tardiamente, os estragos cometidos pelos "poderosos da vez". Estragos que ora são graves, ora leves, ora são duradouros, ora passageiros. Dentre as autoridades empoderadas, os exemplos são variados: sacerdotes, nobres, generais, curandeiros, literatos, inquisidores, ditadores, cientistas. Agora o momento é das celebridades. E dos economistas. A diferença é que enquanto as primeiras são quase sempre inofensivas, os últimos podem ser socialmente letais, principalmente quando representam unicamente os interesses do capital financeiro especulativo. O poder é duplo quando esses economistas são célebres. E quando tais economistas estão incrustados em governos, imprensa e universidades, a ameaça então é tripla. Os efeitos explosivos. Intensos. Extensos. Incomensuráveis.