segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Forma farsesca, estrutura dramática e conteúdo trágico

"É fácil, até pusilânime, porém, condenar agora os responsáveis pelas opções daqueles tempos, exercidas em condições tão mais adversas e angustiosas que as atuais. Agiram como lhes pareceu melhor ou inevitável naquelas circunstâncias." (Editorial da Folha de S. Paulo, em que justifica o apoio deste jornal ao regime militar)

Como pode a Folha de S. Paulo, cujo grupo ao qual pertence emprestou viaturas de distribuição de jornal para ações de buscas da Operação Bandeirante durante os anos de chumbo da ditadura militar, julgar-se uma voz legítima, em editorial, para exigir ou criticar o que quer que seja de um governo democraticamente eleito? Realmente vivemos uma época farsesca quanto à forma, dramática na estrutura e trágica em seu conteúdo.