terça-feira, 28 de julho de 2015

Arnaldo Jabor não é Nelson Rodriques. Nem nunca será.

Foto de J. Antonio/CPDOC-JB.
Nelson Rodrigues. Rio de Janeiro, 1965
"Existem situações em que até os idiotas perdem a modéstia." 
(Nelson Rodriques)

Arnaldo Jabor pensa que é Nelson Rodrigues. Mas sua escrita não tem pulsação. É rala, superficial e anêmica. Em vez de força, seus textos apenas se esforçam. Fazem força para ser geniais, mas esbarram na mão pesada e no estilo duro de seu pretensioso autor. Os clichês brotam em meio a pontuações áridas. Estilo pegajoso. Narrativa confusa. Filosofia de praça de alimentação. Fala da "velha esquerda" ou da "esquerda retrógrada" como se a direita representasse algo novo e inspirador. E critica o conservadorismo radical como se ele próprio não fosse um de seus arautos mais devotados. Cita Marx e Freud repleto de certezas e julgamentos absolutos típicos de quem nunca leu nenhum deles. Triste um país cujos articulistas são tão desarticulados.