segunda-feira, 18 de maio de 2015

Shakespeare à brasileira

William Shakespeare - Pintor provável John Taylor
"Reputação é uma imposição tremendamente falsa e inútil, muitas vezes angariada sem mérito e perdida sem um real motivo." (Iago, em Otelo, de William Shakespeare) 

O momento atual inspira a leitura de alguns clássicos de Shakespeare. Peças como Macbeth, Rei Lear, Hamlet, Júlio César, Ricardo III e Otelo. Imaginar algumas figuras públicas na pele de certos personagens é um exercício de imaginação estimulante. Na peça Otelo, por exemplo, Aécio Neves e FHC disputariam acirradamente o papel de Iago. Enquanto manobram nos bastidores, estimulam o caos e sonham com o poder. Estão prontos! Disputa difícil que levaria qualquer diretor de elenco a um impasse quase insolúvel. Quem sabe nessa montagem imaginária ambos pudessem repartir o personagem. Poderiam revezar-se, tirando na sorte (ou no azar) quem faria o último ato. Como bons atores que são, também teriam que repartir o prêmio Shell. Mas a maior cobiça de nossos personagens reais é colocar as mãos na Petrobras. Privatizá-la. E repartir os louros. E os lucros.