segunda-feira, 18 de maio de 2015

Carta aberta a Fernando Henrique Cardoso (FHC)

Fernando Henrique posando para foto na cadeira de prefeito.
Foto: Reginaldo Manente/Estadão - 1985
Senhor Fernando Henrique Cardoso, podemos nos esquecer, de bom grado, tudo que o senhor escreveu. Sociologia árida, pernóstica, escrita com deselegância. Mais citada do que lida. Nada demais. Podemos também nos esquecer de sua pressa em posar para uma foto triunfal, às vésperas do resultado eleitoral, sentado na cadeira do prefeito em 1985, como se já estivera eleito. Deficiências de estilo, arrogâncias intelectuais e vaidades políticas são perdoáveis e facilmente esquecidas. Comportamento inexpressivo e inofensivo. Mas nunca nos esqueceremos de tudo que o senhor faz agora cotidianamente: conspirar dissimuladamente contra o Estado democrático de direito em seu país. Covardemente. E agir como defensor da moralidade pública a despeito de todas as falcatruas notórias ocorridas em seus desesperançados anos de governo. O senhor se transformou em um monstro moral. Isso não será esquecido jamais. A história se encarregará de sua biografia.