segunda-feira, 18 de maio de 2015

Aquecimento global?

Temperatura no Alaska
Existe consenso entre os cientistas climáticos quanto à hipótese de o aquecimento das temperaturas na Terra ser provocado pela ação humana. A proporção é a seguinte: 98,4% dos cientistas que adotaram uma posição confirmaram o aquecimento global provocado pelo homem (antropogênico), 1,2% o rejeitaram e 0,4% se disseram incertos. 

Ainda assim, apesar de todas as evidências científicas, a humanidade decidiu nada fazer. E nada fez, quando a reversão ainda era possível. Agora, que a situação já se tornou praticamente irreversível, nada fará. O mundo segue business as usual

Os países ricos, maiores emissores de CO2 na atmosfera, não estão dispostos a reduzir seus altos padrões de consumo. Em contrapartida, querem passar essa conta ao países pobres que, com toda justiça, desejam crescer e melhorar os padrões materiais de vida de suas populações. 

Enquanto isso, os donos do capital financeiro aproveitam para lucrar com o mercado de créditos de carbono, cujos efeitos globais são mais nocivos que benéficos. Nenhum economista importante inclui a varável ambiental em seus modelos de análise. Nenhum livro-texto consagrado de economia sequer cita o problema. 

Nenhum governante inclui as questões ambientais em suas agendas, apesar de o discurso verde sempre constar em seus programas eleitorais. As empresas, por outro lado, até incluem a questão ambiental em seus negócios. Mas somente para fins de política de marketing. Até os setores mais poluidores assumiram o discurso da sustentabilidade, mas suas ações verdes limitam-se ao mínimo exigido por lei. 

E os cidadãos de maior poder aquisitivo estão muito mais preocupados em consumir cada vez mais. Acumular SUVs e usar seus carros até para comprar o jornal na banca da esquina. Aqueles que se preocupam com o meio ambiente são hostilizados e considerados alarmistas. Nossa sociedade global parece ser incapaz de tomar decisões de longo prazo. Os céticos do clima venceram afinal.